Fazenda Estrela do Sul - Nova Módica - MG - Desde 1951.
"PRODUZINDO LEITE A PASTO"
Filiada à Associação Brasileira dos Criadores de Zebu - ABCZ

CONTATO
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Foco no negócio: venda de bezerras e novilhas girolando, ótimas para produção de leite a pasto!

NOVILHAS GIROLANDO FIV (1/2 Hz F1) 

 A Fazenda Estrela do Sul, em Nova Módica, Leste de Minas Gerais seleciona o rebanho Gir leiteiro PO e produz Girolando F1 para a produção de leite a pasto com produtividade e sustentabilidade, gerando lucro e respeitando o meio ambiente.

 A nossa visão do futuro é seguir selecionando o nosso rebanho utilizando a genética de primeira linha das raças Gir leiteiro e Holandesa, formando fêmeas girolando de alta capacidade para produzir leite a pasto.


FIV EM 2020!

Em fevereiro de 2020, a Fazenda Estrela do Sul iniciou nova etapa de Fertilização In Vitro (FIV), acelerando a produção de animais Girolando F1 geneticamente superiores. A Produção de Embriões in vitro (PIV) envolveu as seguintes etapas: Aspiração Folicular(OPU) de doadoras Gir leiteiro próprias da Fazenda Estrela do Sul, com excelente produção (76 embriões), Maturação Ovocitária in Vitro (MIV), Fertilização in Vitro (FIV), o Cultivo in Vitro e, finalmente a Transferência de Embriões para as receptoras girolando em 17/03/2020, incluindo parceiros da nossa região. 


AS NOVILHAS DESTA GALERIA SÃO PARA REPOSIÇÃO DA FAZENDA. NÃO ESTÃO À VENDA!

BEZERROS GIROLANDO

REPRODUÇÃO DE VACAS MESTIÇAS: POTENCIALIDADE E DESAFIOS

Na Fig. 1, é possível observar a produção diária média, o pico de produção e a produção total de leite durante o acompanhamento de nove lactações. As vacas F1 HZ apresentam menor produção de leite nas primeiras lactações e aumento gradativo nas lactações subsequentes (a produção de leite atinge o dobro das primíparas após a quarta lactação).  A baixa produtividade na primeira lactação é justificada pelo fato das primíparas se encontrarem em fase de crescimento, com menor volume de úbere. Entretanto, o temperamento e a não adaptação aos sistemas de ordenha (mecanizada, balde ao pé ou manual) contribuem para o menor desempenho produtivo das primíparas F1 HZ.

FONTE: Álan Maia Borges1, Telma da Mata Martins, Philipe Pimenta Nunes, José Reinaldo Mendes Ruas. Escola de Veterinária, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil. Rev. Bras. Reprod. Anim., Belo Horizonte, v.39, n.1, p.155-163, jan./mar. 2015. Disponível em www.cbra.org.br

Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando
Sumário de Touro - Junho 2018

O documento Sumário de Touros/Resultados do Teste de Progênie/Junho 2018 apresenta ferramentas e recursos inovadores para profissionais e produtores, tais como informações moleculares para genes de interesse, como no caso da Beta-caseína A1 ou A2 e das avaliações genéticas para idade ao primeiro parto e para produção de leite.

Embrapa Gado de Leite - Associação Brasileira dos Criadores de Girolando

FONTE: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1092584/programa-de-melhoramento-genetico-da-raca-girolando---sumario-de-touros---resultado-do-teste-de-progenie-junho2018

GIROLANDO F1: HETEROSE E VIGOR HÍBRIDO

O objetivo do cruzamento  entre o Gir leiteiro e o Holandês é obter um melhoramento genético rápido, reunindo em um só animal as boas características de duas ou mais raças, aproveitando-se a heterose ou vigor híbrido. A heterose é o fenômeno pelo qual os filhos apresentam melhor desempenho (mais vigor ou maior produção) do que a média dos pais. A heterose é mais pronunciada quanto mais divergentes (geneticamente diferentes) forem as raças ou linhagens envolvidas no cruzamento. Existem resultados de pesquisas científicas mostrando heterose para produção de leite variando de 17,3% até 28% nos cruzamentos entre as raças Holandesa e Zebu. A heterose afeta características particulares e não o indivíduo como um todo. A heterose é máxima nos animais F1 ou de "primeira cruza". O F1 reúne as boas características de ambos os progenitores. No caso do cruzamento de vaca Gir com touro Holandês PO, as fêmeas F1 vão apresentar maior precocidade e maior aptidão leiteira (características típicas do Holandês) do que a Gir, e maior resistência a ectoparasitas, mais tolerância ao calor e maior rusticidade do que o Holandês. A performance (produção) do indivíduo F1 vai depender da qualidade genética dos progenitores (do touro e da vaca). Assim, existem bons e maus animais F1 (ou meio-sangue), refletindo a qualidade genética do touro e da vaca envolvidos no cruzamento. Portanto, é importante utilizar sempre touros provados para leite, sejam eles europeus ou Zebus. 

FONTEhttps://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Leite/LeiteZonadaMataAtlantica/racas1.html

SÊMEN DE TOUROS HOLANDESES UTILIZADOS
TOURINHOS Hz - PO - REGISTRADOS DO PLANTEL DA FAZENDA ESTRELA DO SUL
MENGE HIGH OCTANE E1171
MENGE HIGH OCTANE E1171
MENGE DOORMAN E1175
VAL-BISSON DOORMAN - TPI EXCEPCIONAL (2.361).pdf VAL-BISSON DOORMAN - TPI EXCEPCIONAL (2.361).pdf
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                                                   SUMÁRIO DE TOUROS GIROLANDO 2014
VAL-BISSON DOORMAN - TPI EXCEPCIONAL.pdf VAL-BISSON DOORMAN - TPI EXCEPCIONAL.pdf
Tamanho : 635,495 Kb
Tipo : pdf
VAL-BISSON DOORMAN - TPI EXCEPCIONAL.pdf VAL-BISSON DOORMAN - TPI EXCEPCIONAL.pdf
Tamanho : 635,495 Kb
Tipo : pdf
Stantons High Octane.pdf Stantons High Octane.pdf
Tamanho : 395,475 Kb
Tipo : pdf
SUMÁRIO DE TOUROS GIROLANDO 2013
FONTE: http://www.girolando.com.br/index.php?paginasSite/girolando,2,pt

 Girolando

GIROLANDO - A RAÇA MAIS VERSÁTIL DO MUNDO TROPICAL

Podemos caracterizar o Girolando como "Produtor de leite pela funcionabilidade e produtor de carne pela adaptabilidade". As fêmeas Girolando, produtoras de leite por excelência, possuem características fisiológicas e morfológicas perfeitas para a produção nos trópicos (capacidade e suporte de úbere, tamanho de tetas, fatores intrínsecos à lactação, pigmentação, capacidade termo-reguladora, aprumos e pés fortes, conversão alimentar, eficiência reprodutiva, etc.) atribuindo um desempenho muito satisfatório economicamente.
Os machos por sua adaptabilidade (capacidade de aproveitamento de pastagens grosseiras, resistência a doenças e parasitas, velocidade de ganho de peso, etc), conseguem desempenho comparável com qualquer cruzamento industrial específico para carne, quando colocados em situações idênticas de criação.

VIGOR HÍBRIDO: UM DOS MAIORES ATRIBUTOS DO GIROLANDO
A utilização de Heretose é a mais útil e extensiva aplicação da moderna genética. Processo de resposta rápida, sendo ainda o método que pode utilizar mais intensamente as qualidades existentes nas raças puras. Geralmente, o nível de resposta do vigor híbrido é maior para os caracteres de baixa herdabilidade, e que por sua vez possuem maior valor econômico.
Dádiva da natureza, pois tal é a superioridade do Girolando, que além de ter conjugado a rusticidade do Gir e a produção do Holandês, adicionou características desejáveis das duas raças em um único tipo animal, fenotipicamente soberano, com qualidades imprescindíveis para produção leiteira nos trópicos.
A raça, fundamentalmente produto do cruzamento do Holandês com o Gir, passando por variados graus de sangue, direciona-se visando a fixação do padrão racial, no grau de 5/8 Hol + 3/8 Gir, objetivando um gado produtivo e padronizado.

RUSTICIDADE:
O Girolando surgiu e proliferou espontaneamente no Brasil, pelo próprio ciclo biológico e evolutivo adaptada à ecologia tropical, seu habitat natural.
Sua capacidade de auto-regulação do calor corporal, sua conformação muscular e esquelética, aprumos e pés fortes, hábito de pastejo, capacidade ruminal etc., são condições que lhe atribuem grande resistência e adequação ao meio ambiente.

VIDA ÚTIL:
Longevidade, Fecundidade e Precocidade estão bem evidentes no Girolando, virtudes herdadas do Gir e Holandês, resultando ótima produção vitalícia e uma prole numerosa, que inicia-se normalmente aos 30 meses de idade (idade à 1a. cria), o pico de produção leiteira chega até os 10 (dez) anos, e produz satisfatóriamente até aos 15 (quinze) anos de idade.

FERTILIDADE:
A Eficiência Reprodutiva do Girolando é seu ponto forte (Período de Serviço curto, intervalo entre partos ideal e maior número de partos por vaca), pois todos sabemos que a fertilidade é melhor quando o animal está em seu clima ideal.
A conformação anatômica do aparelho reprodutivo das matrizes Girolando é perfeito, corrigindo até os problemas que são notados nas raças puras. Tanto novilhas como vacas, não oferecem problemas de parto.
Com relação aos programas de Inseminação Artificial e Transferência de Embriões, têm-se obtido pleno sucesso.
Nos machos Girolando, a temperatura do corpo está intimamente relacionada com a regulação da temperatura da bolsa escrotal (descida e subida) proporcionando assim uma maior produção de espermatozóides viáveis.
Outros dados interessantes: o embrião do Girolando é mais resistente suportando uma variação maior de temperatura; e o período de gestação é precoce, sendo intermediário entre o Gir e Holandês: 285 dias.
O Intervalo entre partos encontra-se em torno de 410 dias.

PRODUÇÃO LEITEIRA:
Responsável por 80 % do leite produzido no Brasil, fica aí evidente, a afinidade do Girolando com o tipo de exploração, propriedades, mercado e o produtor nacional. Como o sistema de produção de leite é altamente influenciado por fatores "Extra Genéticos", a prioridade dos produtores profissionais deve se fundamentar nos elementos reais (R$) de produtividade, ou seja, reduzir ao máximo o custo de produção e não aumentar o volume produzido a qualquer custo.
Isto no Brasil, só é possível com o Girolando, que:
- Produz satisfatoriamente sob pastejo e consegue aproveitar muito bem as forragens de baixa qualidade.
- A média de produção leiteira por lactação é de 3.600 Kg. (duas ordenhas/dia) em 305 dias, com 4 % de gordura, acumulando uma produção vitalícia acima dos 20.000 Kg de leite, que inicia-se normalmente aos 30 meses de idade. O período de lactação médio gira em torno dos 280 dias, tendo o pico de produção entre os 30 e 100 dias com ótima persistência.
- Adapta-se muito bem a qualquer tipo de manejo, mesclando a criação sob pastejo com a estabulação, tendo excelente desempenho com a Ordenha Mecânica e sem a presença do bezerro ao pé.

HABILIDADE MATERNA:
Além do bezerro Girolando nascer com excelente peso (35 Kg/ média), possuem uma ótima velocidade de crescimento, atribuídos à capacidade de criar da mãe e ao vigor das crias (Herança Genética).
Tecemos elogios também à docilidade do Girolando, que juntamente com suas outras qualidades maternais (tanto fisiológicas como anatômicas) é a raça mais utilizada como receptora de embrião em nosso pais.

APTIDÃO PARA EXCELENTE GANHO DE PESO:
A terminação dos machos Girolando em confinamento pode ser praticada com segurança. Essa é uma das grandes vantagens do Girolando: ser também propício ao abate; em todos os experimentos realizados obteve-se ganho médio superior a 1,00 Kg/dia.
O confinamento desponta como uma opção para os criadores de Girolando em todo o país. Outra característica marcante desses animais é a Conformação Esquelética, tendo uma boa proporção entre comprimento e espessura dos ossos, atribuindo uma uniforme distribuição de gordura. As fêmeas exprimem determinada angulosidade e os machos força e amplitude em sua carcaça.
A perfomance do Girolando em regime de pasto, também é invejável, em todas as fases produtivas: cria, recria e engorda.

APROVEITAMENTO COMERCIAL:
O resultado econômico da atividade leiteira é oriundas da venda de leite, animais e sêmen. Devemos ressaltar que muitas vezes, a comercialização dos bovinos que "sobram"no processo produtivo é mais significativa do que a venda da produção leiteira propriamente dita. A raça que vale ouro nos trópicos, hoje é vendida por encomenda, tal é a procura e o interesse cada vez mais crescente pelo Girolando.
A panorâmica das exposições brasileiras, é um fato que comprova a consolidação do Girolando como a raça mais viável para o país, notamos em todos os eventos, a presença cada vez mais expressiva desses animais e sempre de excelente qualidade. Polivalente por natureza, estes produtos têm mantido uma sequência de sucessivos recordes em leilões.

TESTE DE PROGÊNIE
Em parceria com a EMBRAPA - Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite, foi implantado em 1996, o Teste de Progênie de Touros Girolando (3/4 e 5/8).
A avaliação desses reprodutores, é um passo fundamental para a fixação do 5/8 Bimestiço, pois, os touros provados, serão maciçamente utilizados, garantindo assim, o progresso genético. Para a realização do Teste, necessitamos da participação dos criadores, colocando seus rebanhos a disposição para que as matrizes sejam inseminadas com o sêmen dos touros inscritos.

FONTE: http://www.girolando.com.br/site/ogirolando/performance.php
Associação Brasileira dos Criadores de Girolando

GENOTIPAGEM DOS TOUROS DO TESTE DE PROGÊNIE
A evolução e os avanços recentes em biotecnologia possibilitaram a incorporação de informações de marcadores moleculares nos programas de seleção e acasalamento. O conhecimento das informações sobre o genótipo de animais tem grande importância estratégica e elevado valor econômico, pois permite identificar os animais de maior potencial de produção de leite, de gordura e de proteína, além de permitir a identificação de portadores de alelos para doenças hereditárias. De posse dessas informações, o produtor pode orientar os acasalamentos, a escolha de sêmen e a aplicar a seleção assistida por marcadores moleculares para o melhoramento genético da raça. Estratégia de cruzamento para obtenção de animais PS, utilizando touros puros nas duas primeiras gerações e touro 5/8 nas terceira e quarta gerações.Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando Sumário de Touros: Resultado do Teste de Progênie - Junho 2010.

Marcadores Moleculares:

Kappa-caseína (κ-CN) - As propriedades e a qualidade do leite e de seus derivados são influenciadas diretamente pelo conteúdo das suas proteínas. As principais proteínas do leite são as caseínas, lactoglobulinas e albuminas. Estudos moleculares identificaram que variantes da proteína Kappa-caseína estão fortemente associados a um maior rendimento para produção de queijo. Animais com genótipo BB apresentam maior produção de proteínas no leite quando comparados com animais com genótipo AA. O genótipo BB está associado a características de processamento superior para produção de queijo, com menor tempo de coagulação e formação de coágulo com maior densidade, resultando assim em maior produção. Animais BB apresentam rendimento 12% superior de queijo mussarela e 8% de queijo tipo Cheddar em relação aos animais com o genótipo AA. Animais AB apresentam rendimento intermediário entre os genótipos BB e AA. Animais AA possuem o genótipo menos favorável para produção de queijo.

β-lactoglobulina (β-LGB) - Este gene codifica para uma proteína presente no soro de leite, representando cerca de 50 a 55% das proteínas. Já foram identificados 12 alelos para este gene, sendo que os alelos A e B são os mais frequentes nos rebanhos comerciais. O alelo A é o mais favorável para produção de leite, enquanto que o alelo B está relacionado à maior taxa de gordura e de proteína. O leite proveniente de animais com genótipo AA é recomendado para ser comercializado in natura e o proveniente de animais com genótipo BB é mais indicado para produção de derivados lácteos, como queijo.

DGAT1 - O gene DGAT1 (diacilglicerol O-aciltransferase 1) está forte¬mente associado à porcentagem de gordura no leite, tendo sido identi¬ficados dois alelos em bovinos. O alelo A, fixado na maioria das raças zebuínas, está associado ao aumento na produção de proteína e de leite. O alelo K, com alta frequência em raças européias, está associado à diminuição da produção de proteína e ao aumento na produção de gordura no leite.Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando Sumário de Touros: Resultado do Teste de Progênie - Junho 2010 20

BLAD - A Deficiência de Adesão Leucocitária Bovina (BLAD) é uma doença hereditária comum na raça Holandesa. Essa doença é causada por uma mutação recessiva no gene CD18. Animais homozigotos para esta mutação apresentam crescimento retardado, perda de dentes, comprometimento do sistema imunológico e morrem ainda novos, geralmente, de pneumonia. Animais heterozigotos (portadores do alelo recessivo) apresentam desenvolvimento normal.

DUMPS - A Deficiência da Uridina Monofosfato Sintase (DUMPS) é outra doença hereditária importante na raça Holandesa. Caracteriza-se por uma mutação recessiva no gene UMPS que resulta em deficiência da enzima

UMPS que é responsável pela conversão de um metabólito participante da via de síntese das pirimidinas, que são necessárias à síntese de RNA e DNA. Embriões homozigotos para esta mutação morrem por volta do 40º dia, uma vez que é necessária uma grande quantidade de pirimidinas durante a fase embrionária. Vacas heterozigotas possuem um elevado nível de ácido orótico na urina e no leite durante a lactação.

CVM - A doença do Complexo de Má Formação Vertebral (CVM) é caracterizada por um retardamento do crescimento congênito, má formação vertebral e deformações no septo ventricular. Uma mutação no gene SLC25A53, que codifica para uma proteína que tem um papel importante na formação das vértebras, é responsável por causar o aparecimento da doença.

FONTE: http://www.girolando.com.br/site/progenie/2011/sumario_de_touros2010.pdf


VACAS GIROLANDO: APRENDA A DIFERENCIAR O GRAU DE SANGUE

CABEÇA: a cabeça, é particularmente quem carrega a expressão racial e se o animal está ou não bem definido racialmente. Na cabeça devemos observar o perfil, visto lateralmente, o formato dos olhos e as orelhas, vistas de frente, seu tamanho, formato e posicionamento em relação aos olhos;

Na figura à direita, vista de lado, verificamos que o perfil típico da 1/2 sangue é sub-convexo, o da 5/8 é tipicamente retilíneo e o da 3/4 é sub-côncavo, pois tem uma ligeira depressão na região da fronte. Uma regrinha para entender esta terminologia é a seguinte:
- a 1/2 sangue tem 50% de sangue Gir/Holandês = sub-convexo;
- a 3/4 tem 75% de Holandês = sub-côncavo;
- a 5/8 possui 62,5% de Holandês, ou seja, está exatamente entre a 1/2 sangue e a 3/4. Misturando sub-convexo (1/2) com o sub-côncavo (3/4) vamos obter o perfil retilíneo (5/8).

Ainda nessa figura, com esta visão lateral da cabeça, devemos observar os olhos dos animais, outra característica que nos auxilia na diferenciação do grau de sangue. Normalmente a 1/2 sangue tem olhos elípticos com a presença de rugas em sua parte superior, herança herdada da raça Gir, enquanto que a 3/4, possui olhos arredondados e ligeiramente saltados da caixa craniana, característica mais típica das vacas holandesas. Como as 5/8 são intermediárias, encontramos olhos médios em sua forma e saliência.


Nesta figura, visualizamos a cabeça de frente, e observamos as orelhas, seu formato, tamanho, posicionamento e direcionamento em relação aos olhos.


PESCOÇO: Na parte superior do pescoço, que inicia-se na nuca e prossegue até a região da paleta do animal, encontramos a coluna cervical, recoberta pela musculatura rombóide (garrote) e no terço final do pescoço, a região que no gado de leite, chamamos de cruz, formada pelas escápulas (ossos da paleta ou espáduas).
Tipicamente nesta região, encontramos o cupim dos zebuínos, que é o desenvolvimento acentuado da musculatura rombóide e seus adjacentes, diferença marcante para o gado holandês, onde normalmente esta região é bem descarnada e aguda.
Guardando as devidas proporções, a regra segue o mesmo padrão da cabeça: quanto maior o grau de sangue de holandês do animal, como é o caso do 3/4, a característica tende a assemelhar-se a raça holandesa, ou seja, mais descarnada e triangular. Já a 1/2 sangue, nota-se a musculatura rombóide um pouquinho mais desenvolvida, pela maior presença de sangue gir, e a 5/8 com formato intermediário, como podemos visualizar na figura ao lado.
Evidentemente, que se formos avaliar a caracterização leiteira de uma vaca, é preferível que esta região seja mais descarnada, bem triangulada, sem excesso de cobertura muscular, com o pescoço alto, forte e bem inserido à cabeça e harmoniosamente implantado ao tórax, em qualquer um dos graus de sangue.


Ainda no pescoço, temos na parte inferior, a região que chamamos de barbela, que no gir, normalmente é bem desenvolvida, pregueada, com a courama bem solta; e na holandesa, é bem reduzida, sem pregas, lisa, praticamente inexistente.
A barbela da 1/2 sangue é típica, mais evidente, pela maior presença de sangue gir, iniciando-se na região do beiço do animal, o couro um pouco mais grosso, com a presença de pregas.
Já a 3/4, como podemos ver, é reduzida e lisa, iniciando-se na porção média do pescoço. Nas 5/8, é ligeiramente reduzida e menos pregueada em relação às 1/2 sangue.

GARUPA: A garupa é uma região limitada pelo lombo a frente, a cauda atrás, e abaixo as coxas, tendo como base anatômica os coxais, além do osso sacro.
O osso sacro é formado por 5 vértebras sacrais soldadas, portanto formando uma única peça. O sacro, quando muito saliente, em geral corresponde a garupa inclinada e escorrida lateralmente (cortante), o que constitui grave defeito.
Mas, “nem tanto ao céu, nem tanto a terra”, pois a garupa muito plana, com os ísquios mais altos (atrás) que os íleos (frente), o que chamamos de garupa invertida, também não é desejável, pois isto dificultará o parto e a expulsão dos restos placentários. O desejável é que a garupa tenha uma ligeira inclinação no sentido íleo-ísquio, variando de acordo com cada raça (na raça Holandesa em torno de 4 cm.).

Na parte anterior da garupa, existem duas saliências laterais, normalmente bem definidas, que são as ancas ou extremidades ilíacas, e na parte posterior encontramos as duas extremidades isquiáticas, chamadas de ponta da nádega. Ligando estes quatro pontos, a figura formada deve se aproximar da forma quadrada, com ligeiro estreitamento no sentido antero-posterior, ou seja, menor largura na região dos ísquios em relação a maior largura entre os ílios.
Outro detalhe em termos de qualidade da garupa, é que juntamente com o lombo, o dorso e a cernelha devem estar no mesmo plano, sendo que nas fêmeas deve ser analisada cuidadosamente, pois a garupa, além de armazenar os órgãos reprodutivos é chamada de “teto do úbere”, determinando sua altura, largura e amplitude.


A inclinação da garupa é uma diferença racial típica entre as raças Gir e Holandesa, sendo que na primeira a garupa é inclinada e na segunda é praticamente nivelada. Na prática, concluímos que, quanto maior for a proporção de sangue holandês no animal, mais nivelada vai ser a garupa, esta é a tendência natural quando cruzamos as duas, ou o inverso: quanto mais inclinada, maior é a presença de sangue gir no animal. Mostramos na Figura acima, as diferentes inclinações da garupa entre uma 1/2 sangue, 5/8 e 3/4, na seguinte ordem: a inclinação da 1/2 sangue é maior e mais evidente, pela presença de mais sangue Gir, a 5/8 tem uma garupa intermediária menos inclinada em relação a 1/2 sangue, e a 3/4, já com 75% de sangue holandês, tem uma garupa mais nivelada, bem mais plana em relação às outras duas.


Nesta oportunidade, vamos falar da vulva dos animais, como mais uma importante ferramenta para auxiliar-nos na diferenciação dos graus de sangue do Girolando. Primeiro, o que é a vulva: a vulva para quem ainda não sabe, é a região que forma a parte terminal (externa) do aparelho gênito-urinário das fêmeas. É constituída pelos grandes lábios, revestidos internamente por tecido muscular. Em seguida há um par de pregas mais finas, os pequenos lábios, que podem ou não estar inclusos nos grandes lábios. No interior dos lábios encontram-se o clitóris, a uretra e a abertura da vagina. Localiza-se na extremidade posterior do tronco,  abaixo do ânus e acima do períneo, ficando normalmente protegida pela cauda.  A vulva de cor escura indica uma alta concentração de melanina, sendo mais indicada para o clima tropical. A posição ideal da vulva deve ser oblíqua, o que permitirá facilidade na cobrição e drenagem das secreções.
Para alguns, pode até parecer estranho, nos perguntando: mas por quê a vulva?
 - Morfologicamente,  a vulva da vaca Holandesa e da vaca Gir possui diferenças nítidas de tamanho, volume, forma, cor, etc.  A Figura 1 nos permite fazer uma comparação visual de uma vulva normal, entre duas vacas adultas das raças Holandesa e Gir. Notamos que na Holandesa a vulva é de tamanho e volume menor (7-10 cms.) enquanto que na Gir encontramos quase que o dobro de volume e tamanho de 12 a 15 cms. Outro detalhe bem visível é a maior presença de rugas (estrias) na vulva da vaca Gir, enquanto que a da Holandesa é praticamente lisa.

Esse conhecimento das raças formadoras do Girolando é sempre necessário para entendermos bem, de onde vêm as diferenças morfológicas entre os graus de sangue. Exatamente por essa característica marcante, que a vulva é uma região que se diferencia no Girolando, dependendo da proporção de sangue Holandês/Gir que compõe o animal.
Na Figura 2, exemplificamos bem isso: as Girolando 1/2 sangue, com 50% de sangue Holandês e 50% de sangue Gir, mantêm uma conformação da vulva mais próxima das vacas Gir, conservando um maior volume e a típica presença de rugas (estrias). Já as 3/4 de sangue, com 75% de Holandês, carregam a característica da vulva das holandesas, com menor volume e menos estrias, praticamente lisas. Como as 5/8 possuem 62,5% de sangue Holandês, estando entre as 1/2 sangue e 3/4 na proporção genética, suas características vão ser sempre intermediárias em relação a elas. Ou seja, no caso específico da vulva da 5/8, ela apresenta um maior volume em relação as da 3/4 e com presença de estrias. Comparando a vulva da 5/8 com a 1/2 sangue, o volume é menor e não tão nitidamente estriada como encontramos nas ½ sangue.
Por mais que a gente se esforce, através de bons recursos de fotografia e didática, nunca teremos a mesma visão do que na prática, trabalhando com os animais ao vivo, no curral. Exercite o “olho” praticando na fazenda. Essa habilidade pode render-lhe  grandes frutos no futuro, na hora de comprar, ou na hora de vender seus animais.

Para terminarmos nossa abordagem sobre a vulva, mais uma dica: como a vulva é uma região intrinsicamente ligada aos  órgãos sexuais femininos, recebendo influência direta de hormônios, etc.,  dependendo do seu desenvolvimento em relação a idade do animal pode ser sinal de alguma anomalia sexual, tendo consequências significativas  na parte reprodutiva das vacas. Uma vulva atrofiada, o que chamamos tecnicamente de “vulva infantil”, aquela que nós encontramos nas novilhas “maninhas”  é sinal de sub-fertilidade ou até mesmo de esterilidade.

FONTE: http://www.girolandomuquem.com.br/aprenda-diferencia-los

COMO OTIMIZAR O USO DA CANA DE AÇÚCAR NA PECUÁRIA LEITEIRA

Autor: Fábio Garcia Ribeiro, M. Sc., Coordenador Técnico Gado de Leite
Connan – Companhia Nacional de Nutrição Animal.

A cana-de-açúcar é cultivada nas mais diversas regiões do Brasil e é largamente utilizada como volumoso na alimentação de bovinos de leite. Essa forrageira apresenta diversas características positivas, como alta produtividade por área, pico de produção na época de menor oferta de forragens tropicais (seca), altos teores de açúcares de alta degradabilidade (sacarose), e mantém seus valores nutricionais por longos períodos, mesmo depois de madura, permitindo maior tempo de aproveitamento mesmo sem ser colhida e/ou ensilada. Além disso, caracteriza-se por ser uma cultura longeva, que exige poucos cuidados de manutenção.
Porém, a cana-de-açúcar apresenta características negativas que a inviabilizam como fonte ideal de volumoso nas dietas de vacas leiteiras dos mais diversos níveis de produção. Essas características indesejáveis são: fração fibrosa de baixa degradabilidade e desbalanceada nutricionalmente, principalmente quanto à relação entre proteína e energia, permanecendo mais tempo no rúmen, reduzindo drasticamente o consumo de matéria seca (MS) e a disponibilidade de nutrientes. Seu baixo teor de minerais afeta a produção de leite, não permitindo que o animal expresse seu potencial.
Para que a cana-de-açúcar seja empregada e permita a obtenção de bons resultados, existem diferentes possibilidades de uso de correção da dieta dos animais que a ingerem. A seguir serão feitas considerações sobre essas práticas de uso.

A ureia na cana.
Usar cana picada in natura ou silagem de cana associada à ureia é uma prática comum, principalmente em produtores de leite. Esse procedimento favorece a síntese de proteína microbiana, o que melhora a relação proteína:energia da dieta e a ingestão de matéria seca. É sempre recomendável a utilização de uma fonte de enxofre numa inclusão de 10% em relação à ureia, para melhor aproveitamento da mesma. Essa fonte pode ser o próprio enxofre elementar (flor de enxofre) ou sulfato de amônia.
Essa prática exige alguns cuidados especiais durante o trato, para evitar riscos de intoxicações.

Uso de aditivos
Além da ureia, recentes trabalhos recomendam o uso de outros aditivos para melhor aproveitamento e melhora da qualidade em dietas ofertadas com cana e/ou silagem de cana.

1. Ureia de liberação controlada
A recente descoberta da tecnologia de encapsular o grânulo de ureia com uma película biodegradável, o que propicia o fluxo controlado de nitrogênio dentro do rúmen, em detrimento da instantânea liberação que ocorre com a ureia convencional, permitiu aos nutricionistas associá-las. Essa associação favorece ganhos sinérgicos, pois as bactérias ruminais que se utilizam de nitrogênio para sua multiplicação irão se disponibilizar de substrato (alimento) por períodos mais longos, aumentando a produção de proteína microbiana.

2. Ionóforos
Os ionóforos são substâncias que auxiliam no metabolismo dos ruminantes, favorecendo a atuação de bactérias que produzirão maior proporção de ácido propiônico em relação ao ácido acético, o que é extremamente benéfico ao desempenho animal, aliado a um maior conforto ruminal.
Além disso, é responsável pela eliminação de grande parte de bactérias gram-positivas, principalmente as metanogênicas (produtoras de gases metano), diminuindo a emissão de gases na atmosfera e a utilização dessa energia sendo transferida para a produção, principalmente de leite.

3. Probióticos
De acordo com definição da OMS (Organização Mundial de Saúde), probióticos são organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro. No caso da utilização em alimentação com cana, o uso de leveduras vivas, principalmente a Saccharomyces cerevisiae, contribui para a estabilização do pH ruminal, maior produção de bactérias celulolíticas, o que confere excelente ambiente ruminal.
Essa condição beneficia maior injestão de matéria seca, ou seja, o animal consegue comer mais cana picada e/ou silo de cana, o que aumenta significativamente a produção de leite e o escore corporal das vacas, principlamente nesta época do ano.

Conclusão
A utilização de cana na alimentacão de vacas leiteiras, associadas a adequada utilização dos produtos acima (ureia, ureia de liberação controlada, ionóforos e probióticos), conjuntamente com uma boa mistura mineral, confere aos animais condições bastante satisfatórias para boa produção leiteira, excelentes condições reprodutivas e ótimo escore corporal.É de primordial importância consultar um profissional habilitado e com experiência na utilização desses produtos.

FONTE: http://www.girolando.com.br/site/noticia.php?id=1867
Associação Brasileira dos Criadores de Girolando
Nutrição
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Utilizaçâo do farelo de algodão de alta energia na alimentação de vacas leiteiras

Os subprodutos da agroindústria são fontes valiosas de proteína, energia e fibra para indústria de produção animal e, tradicionalmente, estes subprodutos têm sido utilizados para substituir concentrados energéticos ou protéicos. Alguns subprodutos, devido à organização da cadeia agroindustrial a que pertencem, ultrapassaram as fronteiras nacionais e tornaram-se “produto” de exportação; a exemplo do farelo de soja, que atualmente tem uma grande fatia de sua produção absorvida pelo mercado externo. Nesse ínterim, o preço desse suplemento protéico tornou-se menos competitivo para o mercado interno.
Diversas alternativas alimentares vêm recebendo atenção com vistas à elevação do conhecimento científico e da tecnologia de utilização na alimentação de ruminantes. No entanto, nenhuma tem se mostrado tão promissora como os subprodutos da cultura do algodão.
Segundo o NRC (2001), o farelo de soja pode ser substituído pelo farelo de algodão nas rações de ruminantes sem grandes prejuízos zootécnicos, desde que as exigências nutricionais sejam mantidas.
O farelo de algodão contém 44,3% de PB; 5% de EE; 6,6% de cinzas; 12,8% de FB; 28% de FDN; 20% de FDA e 78% de NDT em sua matéria seca (NRC, 2001).
O farelo de algodão tem sido utilizado com o objetivo de reduzir o uso do farelo de soja, visando a obtenção de condições econômicas mais vantajosas, e muito embora apresente menores teores de energia e proteína, é caracterizado por apresentar maior teor de proteína não degradável no rúmen. Quanto a esta degradabilidade, para o farelo de algodão temos valores de 49%, enquanto que para o farelo de soja esse percentual pode chegar a 80% da proteína consumida.
A proteína não degradável no rúmen é muito importante para animais de elevada produção, por proporcionar digestão intestinal da proteína alimentar, favorecendo o aproveitamento de um melhor perfil de aminoácidos e evitando perdas de nitrogênio na forma de amônia.
Na inclusão do farelo de algodão na alimentação de bovinos leiteiros há de se considerar que, por ser um alimento rico em lipídeos, possui alta densidade energética, o que favorece o aporte de energia por unidade de matéria seca ingerida, característica nutricional importante para animais de elevada exigência, como vacas em pico de lactação.
Embora seja reconhecida a qualidade dos subprodutos do algodão na alimentação de ruminantes, permanecem os problemas resultantes da presença do gossipol nestes derivados. O gossipol é um fator antiqualitativo que interfere no desempenho reprodutivo dos animais. Reações fisiológicas diversas podem ocorrer, dependendo do estágio produtivo e nutricional do animal.
Até recentemente considerava-se que os ruminantes poderiam inativar mais gossipol do que seriam capazes de consumir. No entanto, métodos modernos de extração do óleo têm aumentado a concentração deste composto fenólico nos subprodutos, ao mesmo tempo em que as vacas de alta produção tendem a aumentar a ingestão de alimentos e, consequentemente, a de gossipol.
Assim, com avanço tecnológico os processos de extração de óleo tornaram-se mais eficientes, traduzindo-se em subproduto de menor valor nutritivo – menor teor de óleo residual e maiores teores de gossipol. Tratamentos físicos ou químicos constituem-se em alternativas viáveis no processamento de rações, com o objetivo de incrementar a eficiência de sua utilização.
A extrusão é um método de processamento de rações que utiliza elevada temperatura e pressão, proporcionando maior gelatinização do amido e menor digestibilidade da proteína no rúmen, através da desnaturação da mesma. Além de inativar os fatores antiqualitativos presentes nos alimentos submetidos ao processo, já que altas temperaturas aumentam a formação de ligações do gossipol com outras moléculas, o que o torna fisiologicamente inativo.
Com base na tecnologia disponível a Bunge Alimentos (2007) desenvolveu o farelo de algodão com alta energia; este alimento é obtido a partir dos caroços (cariopses) que primeiramente passam por extrusão e posteriormente são prensados para extração do óleo. Tal processo de extração do caroço de algodão semideslintado confere ao alimento as seguintes especificações: Proteína Bruta, 28%; Fibra em detergente neutro, 50%; Extrato etéreo, 8% – dados expressos na matéria natural, tornando-o um produto bastante equilibrado para os ruminantes. Além de serem minimizados os fatores antinutricionais, por exemplo, o gossipol livre com um teor < 5 mg/kg de produto.
Lima Júnior (2009) avaliou o consumo e a digestibilidade aparente de nutrientes em ovinos alimentados com dietas contendo diferentes níveis (0%, 20%, 30% e 40%) de inclusão do farelo de algodão de alta energia em uma ração completa a base de milho e soja. Não houve influência da adição do farelo de algodão nos consumos de matéria seca (MS) (g/dia); extrato etéreo (EE) (g/dia); energia bruta (EB) (kcal/kg/dia); carboidratos totais (CHOT) (g/dia). No entanto, os consumos de proteína bruta (PB) (g/dia); matéria orgânica (MO) (g/dia); e matéria seca (% PV), diminuíram com o nível de 40% de inclusão. Para os coeficientes de digestibilidade não houve resposta para PB (%) e EE (%). No entanto, a digestibilidade da MS (%); MO (%); EB (%); e CHOT (%), diminuiu com a inclusão de 40% de farelo de algodão de alta energia. O farelo de algodão extrusado pode ser incluído em níveis de até 30% em rações completas para ruminantes sem alterar significativamente o valor nutritivo da ração total.
Alves (2008), trabalhando com níveis crescentes de inclusão de farelo de algodão de alta energia (zero, 8,7; 17,4; 26,1; e 34,8% na matéria seca) em substituição ao farelo de soja no concentrado para vacas no terço final de lactação, avaliou o efeito sobre o consumo, digestibilidade, produção e composição de leite e viabilidade econômica da ração. Os aumentos dos níveis de farelo de algodão de alta energia não afetaram o consumo de matéria seca, matéria orgânica, proteína bruta, fibra em detergente neutro. Observou-se efeito sobre o coeficiente de digestibilidade apenas sobre o extrato etéreo, que fica maior para os níveis de inclusão de 8,7; 26,1; e 34,8%. A eficiência de utilização de nitrogênio e os teores de nitrogênio uréico no sangue e no leite não foram afetados por nenhum dos níveis de inclusão, bem como a eficiência alimentar, a produção de leite e o teor de gordura no leite.
Portanto, a utilização do farelo de algodão de alta energia surge como uma alternativa promissora na alimentação de bovinos leiteiros, por apresentar equilíbrio entre teor energético e protéico, por possuir proteína de baixa degradabilidade ruminal que contribui para a melhoria do perfil aminoacídico absorvido no intestino e por conter níveis seguros de gossipol que permitem desempenho zootécnico satisfatório.

Referências Bibliográficas
ALVES, A. F. Substituição do farelo de soja por farelo de algodão de alta energia na dieta de vacas em lactação. Cuiabá, MG: UFMG, 2008. 76f. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal) – Programa de Pós-graduação em Ciência Animal, Cuiabá, 2008.
BUNGE ALIMENTOS. Farelo de Algodão de Alta Energia. Disponível em < HTTP://www.bungealimentos.com.br/nutricao/artigo.asp?id=3048 >, Acesso em: dezembro de 2008.
LIMA JÚNIOR, D. M. Avaliação do farelo de algodão (Gossipum spp.) extrusado na dieta de ruminantes: Consumo e Digestibilidade. Mossoró, RN: UFERSA, 2009. 32f. Monografia (Graduação em Zootecnia), Mossoró, 2009.
NATIONAL RESEARCH COUNCIL – NRC.
Nutrient requirements of dairy cattle. 7ª Revised ed. Washington, National Academy Press, DC, 2001. 381 p.

FONTE: http://www.girolando.com.br/site/noticia.php?id=1856
Artigo técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando
Nutrição
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